Mandala é uma palavra de origem sânscrito que significa circulo sagrado. É um símbolo de cura, totalidade, união e integração. É a representação das formas perfeitas da natureza, também conhecidas como geometria sagrada, do Cosmos e da eternidade.

Em rigor, mandalas são diagramas geométricos rituais: alguns deles correspondem concretamente a determinado atributo divino e outros são a manifestação de certa forma de encantamento (mantra). A sua antiguidade remonta pelo menos ao século VIII a.C. e são usadas como instrumentos de concentração e para atingir estados superiores de meditação (sobretudo no Tibete e no budismo japonês).

Durante muito tempo, a mandala foi usada como expressão artística e religiosa, através de pinturas rupestres, no símbolo chinês do Yin e Yang, nos yantras indianos, nas thangkas tibetanas, nos rituais de cura e arte indígenas e na arte sacra de vários séculos.

É a representação icônica dos princípios base da geometria sagrada, tese segundo a qual a geometria é a forma ordenada da criação. Todas as grandes civilizações antigas utilizavam a geometria na edificação de templos e manifestações de crenças. A título de exemplo, a estrutura das cidades incas foi concebida a partir do quadrado e circulo como elementos de disposição.

A estrutura circular do Sol é mais uma das formas presentes na natureza que repetem o padrão mandálico. Seu simbolismo, incluindo a cor amarela escolhida para representá-lo, remete à iluminação da consciência e aos aspectos relacionados à função pensamento.

Para os comuns mortais, e independentemente de todas as interpretações espirituais e religiosas, a Mandala é um elemento decorativo atraente. Tem propriedades relaxantes. Admirar uma Mandala poderá ser um auxiliar à serenidade. Considerando todos os princípios de todas as interpretações e condensando-os de uma forma isenta, é inegavelmente um objeto com energia positiva, como que um amuleto ou talismã. Tem, em todas as culturas, uma mística forte associada a eventos positivos e nobres, de elevação espiritual.

As Mandalas e as Cores

É encantador viver num mundo em que tudo que pode-se enxergar nos mostra as mais infinitas possibilidades de cores contidas na luz. Bem, essa história de que a cor vem da luz é um tanto quanto simples, visto que na ausência de luz, nascem os vultos e as sombras, de que cor? Nenhuma. Escuro talvez. Mas, então o escuro da ausência de luz é que mostra que somente com uma iluminação é que as cores existem? A princípio sim. E o que a cor, que vem da luz, tem a ver com a mandala?

Bem. também é simples. Sabendo que tudo o que se enxerga na luz torna-se colorido, pode-se afirmar também que tudo que vê-se com a LUZ INTERIOR DO ESPÍRITO torna nosso interior (antes sombra e escuridão) em CORES e FORMAS das mais variadas. Nessa dimensão interior, onde a LUZ INTERIOR DO ESPÍRITO nos mostra mais da gente mesmo, vê-se um círculo de novas ideias se formando. O círculo. Eis a ligação com a Mandala. O círculo interior, nosso Self à mostra, pode então ser representado no papel nas suas mais variadas cores e formas contempladas dentro, pela ILUMINAÇÃO DA LUZ INTERIOR DO ESPÍRITO. Para tudo que se queira enxergar claramente, detalhe por detalhe em sua composição, deve-se existir a LUZ, seja ela de uma fonte externa ou de uma fonte interna. A interna, nos orienta à nós mesmos, enquanto que a externa mostra ao mundo que a própria orientação interior foi possível e posta em ação na representação de cores e formas num círculo chamado MANDALA.

Oferecer uma Mandala

No budismo o ritual de oferecer Mandalas é um processo extremamente complexo, repleto de ritos e significados, que traduz um ato de abnegação, gratidão e reconhecimento. Em termos latos, oferecer uma Mandala é um genuíno voto de bem-querer.

Trata-se de um gesto de generosidade espiritual e sentimentos nobres. É efetivamente desejar a quem se oferece o mesmo que desejamos para nós próprios, uma vez que a Mandala é uma exteriorização da nossa essência.

Fonte: blog Muito Além das Palavras